O DIABINHO DA MÃO FURADA - 27 E 28 SETEMBRO

“O diabo não é tão feio como o pintam“
Este espectáculo adaptado a partir do texto o “Diabinho da Mão Furada” - cuja autoria permanece sob discussão sendo por maioria atribuída a António José da Silva - narra as aventuras do soldado Peralta de regresso da guerra da Flandres, a caminho de Lisboa por terras alentejanas. Ao abrigar-se numa noite de tempestade em casa abandonada o soldado adormece e tem pesadelos do inferno acordando com o diabinho ao seu lado. A partir daí os dois passam a ser companheiros de viagem, cada um exercendo as acções que lhes dita a sua natureza. O diabo quer desafiar a alma do soldado e para isso está determinado a dar-lhe a conhecer todas as tentações do mundo. O soldado cansado da guerra acredita no bem superior e pretende ingressar no convento da Madredeus para se tornar religioso. A partir daqui inicia-se uma luta entre o bem e o mal, a moral e a razão, o real e o fantástico. Mergulhando em toda a complexidade que esta dialéctica de conceitos comporta, ornamentada no espectáculo por momentos musicais.
Será o diabinho assim tão mau? Partindo da ideia de que o bem e o mal não são conceitos absolutos e toda a acção contém em si esta ambivalência contraditória, o espectáculo vai-se desenvolvendo com momentos de comédia e tragédia personificados por marionetas com quem o diabinho e o soldado se vão cruzando na sua odisseia.
A apresentar no Teatro Garcia de Resende, dias 27 e 28 de Setembro de 2014 (2 representações).
A partir da obra homónima de António José da Silva
Encenação: Lourenço Vaz e Joaquina Chicau
Interpretação: Eunice Correia (Soldado), Joaquina Chicau (Diabinho), Lourenço Vaz (Manipulador), Bruna Vieira (Manipuladora), Cristina Pereira (Manipuladora), Jorge Martins (Voz/Cantor) e Francisco Sousa (Piano e órgão)
Produção: Companhia Teatro Salomé, Lisboa, 2014 / CENDREV
